Pai ajuda no parto do próprio filho em casa no Piauí: ‘vivi a situação mais louca da minha vida’

Pai relata ‘nervosismo e emoção’ ao ajudar parto do próprio filho em casa no Piauí; ‘vivi a situação mais louca da minha vida’ — Foto: Reprodução

João Imperes, pai do bebê, conta que só deu uma ‘mãozinha’ no parto do filho: “ele chegou na hora que ele quis chegar. Foi tudo dentro do que a natureza desenhou pra gente”.

O recém-nascido Heitor Imperes deu um susto em seus pais quando resolveu vir ao mundo na madrugada dessa segunda-feira (27) em um parto natural, na cidade de Teresina. A mãe, Samara Marques, tinha completado as 40 semanas de gravidez quando sentiu fortes contrações e seu marido, o advogado João Ricardo Imperes, de 34 anos, ajudou a fazer o parto do próprio filho em casa.

O nascimento do pequeno Heitor estava no prazo previsto, mas os pais, que já têm uma filha de 2 anos, não imaginaram que o bebê viria ao mundo assim.

    “Quando foi por volta de 4h30min minha esposa deu um grito me chamando e quando eu acordei minha impressão é que ela estava começando o trabalho de parto, mas não era, o Heitor estava nascendo. Então eu liguei para médica perguntando se íamos para a maternidade e a Samara falou que não daria tempo, estou sentindo a cabeça do neném”, contou o pai.

Segundo o advogado, antes de terminar a ligação com a médica, ele olhou para a esposa agachada ao lado da cama e também pode ver a cabecinha de Heitor. Rapidamente, João sentou no chão na frente de Samara e pegou a almofada mais próxima que encontrou e posicionou para que o bebê não caísse no chão.

O parto durou em média 30 minutos. João contou que só deu tempo de ajeitar o filho na almofada e se vestir rapidamente, para a médica de Samara chegar e fazer o primeiro atendimento.

Pai relata ‘nervosismo e emoção’ ao ajudar parto do próprio filho em casa no Piauí; ‘vivi a situação mais louca da minha vida’ — Foto: Arquivo Pessoal/João Imperes

“Quando a médica chegou, ela nos ajudou a ir até a maternidade cortar o cordão umbilical e retirar a placenta. Na hora eu fiquei muito nervoso, mas eu percebi que eu tinha que manter o controle porque não ia dar tempo ninguém chegar. E a Samara ficava falando para eu não deixar o neném cair”, contou emocionado o pai do Heitor.

Juntos, o casal tem mais uma filha, Ester Imperes, de 2 anos. João Ricardo assistiu ao parto da filha, que também foi natural, mas em uma maternidade. Essa experiência e o fato do advogado ter acompanhado o pré-natal o ajudaram a saber o que fazer na hora do parto.

    “Não estou recomendando que vocês façam isso em casa, mas na minha situação, apesar de nervoso, eu consegui segurar a onda e receber o Heitor, porque eu sabia que ali não estava acontecendo nada de extraordinário. A gravidez não era de risco, então isso deu uma certa tranquilidade, se é que eu posso falar assim, porque eu estava muito nervoso”, disse.

Apoio na gravidez

Em suas redes sociais, o pai emocionado publicou um relato sobre o acontecimento marcante em sua vida. Escreveu que o nascimento de seu filho aconteceu “sozinho com minha esposa e com os nossos anjos da guarda!”.

João Ricardo contou ao g1 a importância do seu gesto, mas também o quanto um atendimento profissional é necessário. A gravidez de Samara não era de risco e tanto o bebê quanto a mãe estavam saudáveis. Tudo isso mostrado nas consultas de pré-natal.

    “Pais acompanhem o pré-natal de suas companheiras grávidas, vão para as reuniões, as consultas. Pais também podem ajudar muito na hora do parto, seja natural ou cesariano, o importante é você estar ali presente dando suporte”, recomendou João Ricardo.

O apoio a que João se refere é justamente o que ele fez com sua esposa. O advogado quis retificar a expressão “fez o parto” por “ajudou no parto”, já que parto quem faz é a mulher.

    “É importante saber que eu não fiz o parto, foi a minha esposa. Eu só estava ali para por a almofadinha e dar apoio para não deixar o bebê cair. O Heitor chegou na hora que ele quis chegar, sem muita intervenção. Foi tudo dentro do que a natureza desenhou para a gente”, explicou.

*Estagiária sob supervisão de Catarina Costa.

Fonte: Por Lívia Ferreira*, g1 PI

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