Dino manda investigar ex-governo Bolsonaro por genocídio e omissão de socorro

(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Determinação à PF ocorre após agravamento da crise dos povos indígenas Yanomami. Desnutrição, malária, pneumonia e diarreia foram as principais causas de mortalidade infantil entre a etnia 2022, quando faleceram 99 crianças da comunidade

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou ofício determinando que a Polícia Federal (PF) inicie um inquérito para apurar se houve crime de genocídio e omissão de socorro, entre outros, contra os povos indígenas Yanomami, em Roraima, por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seu governo. O Território Yanomami abriga cerca de 30.400 indígenas.

O documento, assinado por Flávio Dino, titular da pasta, foi remetido nesta segunda-feira (23/1) ao diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues. A corporação está no guarda-chuva do MJSP. O ministro anunciou no último fim de semana que solicitaria investigação sobre o caso após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitar a localidade e encontrar, conforme denúncias feitas reiteradamente e ignoradas no governo Bolsonaro, crianças, adultos e idosos em condição desumana. Entre 2019 e 2022, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos era comandando por Damares Alves (Republicanos-DF).

“É desumano o que vi aqui”, afirmou Lula durante sua visita. Ainda na sexta-feira (20) foi decretado estado de emergência de saúde pública no território, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Desnutrição, malária, pneumonia e diarreia foram as principais causas de mortalidade infantil entre os yanomami em 2022, quando faleceram 99 crianças da comunidade.

O documento, assinado por Flávio Dino, titular da pasta, foi remetido nesta segunda-feira (23/1) ao diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues. A corporação está no guarda-chuva do MJSP. O ministro anunciou no último fim de semana que solicitaria investigação sobre o caso após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitar a localidade e encontrar, conforme denúncias feitas reiteradamente e ignoradas no governo Bolsonaro, crianças, adultos e idosos em condição desumana. Entre 2019 e 2022, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos era comandando por Damares Alves (Republicanos-DF).

“É desumano o que vi aqui”, afirmou Lula durante sua visita. Ainda na sexta-feira (20) foi decretado estado de emergência de saúde pública no território, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Desnutrição, malária, pneumonia e diarreia foram as principais causas de mortalidade infantil entre os yanomami em 2022, quando faleceram 99 crianças da comunidade.

Fonte: Kelly Hekally – Especial para o Correio Braziliense

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