Foto: Jefferson Rudy /Agência Senado
Presidente do Senado falou que a Casa voltará a funcionar durante reunião com líderes na residência oficial nesta quarta (6). Senadores bolsonaristas estão ocupando a Mesa do plenário, impedindo a realização de sessões, em protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Por Octavio Guedes
Jornalista e comentarista da GloboNews.
06/08/2025 17h07 Atualizado há 9 minutos
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou a líderes da Casa nesta quarta-feira (6) que não vai aceitar ou ceder a chantagens.
“Não vou aceitar chantagens. Não vou aceitar ser ameaçado e o Senado voltará a funcionar. Não abrirei mão de minhas prerrogativas”, disse Alcolumbre, segundo relato de um interlocutor ao blog.
Ele se reuniu com os líderes na Residência Oficial do Senado na tentativa de desocupar a Mesa do plenário, onde senadores bolsonaristas estão acampados em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O movimento, iniciado na terça-feira (5), bloqueia os trabalhos, impedindo a realização de sessões. Deputados e senadores aliados a Bolsonaro têm se revezado para ocupar as cadeiras das mesas em que são conduzidas as sessões tanto do Senado quando da Câmara dos Deputados.
Os senadores da oposição se recusaram a participar da reunião com Alcolumbre, pois ela tem a presença de parlamentares governistas, e chegaram a pedir um encontro separado com o presidente do Senado.
Por conta da ocupação do Senado e da Câmara dos Deputados, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), cancelaram as sessões marcadas para a terça-feira (5).
Trabalhos paralisados e senador acorrentado

Deputados de oposição ocupam Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O movimento de ocupação dos plenários da Câmara e do Senado foi conduzido por parlamentares ao longo de toda a noite de terça e se estende ainda no início da tarde desta quarta.
Ao longo da manhã, uma sessão solene de abertura da cúpula sobre mudanças climáticas com parlamentares da América Latina e do Caribe precisou ser transferida para um auditório distante do edifício principal do Congresso.
No plenário do Senado, o senador Magno Malta (PL-ES) se acorrentou à mesa que comanda os trabalhos da Casa.
O parlamentar tem ocupado o plenário da Casa desde a manhã de terça, antes mesmo do anúncio da mobilização por parte do grupo. Acorrentado, Malta posou para fotos com colegas e segue ocupando o espaço.
Parlamentares da base governista têm criticado a mobilização e alertado para o risco de pautas importantes sofrerem atraso em razão do bloqueio dos trabalhos.
O principal ponto em discussão é a medida provisória que reajusta a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos. O texto já foi aprovado pela Câmara, por meio de um projeto de lei que substitui a MP, mas ainda precisa ser aprovado pelo Senado antes de a MP perder validade, em 11 de agosto.
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Senador Flávio Bolsonaro diz que presidente do Senado não atende ao telefone
Fonte: g1/Por Octavio Guedes
Jornalista e comentarista da GloboNews.
