Itália vence Espanha nos pênaltis e vai para a final da Eurocopa

Jorginho vibra com gol no pênalti decisivo e classificação da Itália (Foto: REUTERS/Carl Recine)

Chiesa e Morata fazem os gols nos 90 minutos, mas atacante espanhol da Juventus e Olmo desperdiçam cobranças. Jorginho converte a decisiva, e Azzurra pega Inglaterra ou Dinamarca na decisão

Resumão

Uma espera de mais de 50 anos é demais para uma gigante como a Itália. Mas ela parece estar perto do fim. Depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, a Azzurra venceu a Espanha nos pênaltis, nesta terça-feira, em Wembley, e está na final da Eurocopa. O triunfo contou com um tempero brasileiro, após Jorginho converter a penalidade decisiva no fim. O time de Roberto Mancini agora espera por Inglaterra ou Dinamarca na decisão para tentar o segundo título do torneio. O primeiro, e único, veio em 1968.

ITÁLIA EM SUA QUARTA FINAL

A Itália avançou para sua quarta decisão de Eurocopa. Foi campeã em 1968 e vice em 2000 e 2012. A Azzurra tenta o bi, para se juntar à França na segunda posição das seleções mais vencedoras do torneio. Espanha e Alemanha vão continuar no topo, com três troféus cada. Inglaterra e Dinamarca decidem, nesta quarta, quem disputa a final com os italianos. O SporTV transmite ao vivo, às 16h (de Brasília), e o ge acompanha em Tempo Real com vídeos.

EQUILÍBRIO EM WEMBLEY

Quem esperava uma Itália agressiva e uma Espanha apática se enganou. O time de Luis Enrique deixou Wembley com 16 finalizações e 65% de posse de bola contra apenas sete finalizações dos italianos, que entraram em campo como a seleção que mais chuta na Euro. A primeira etapa foi de pouca agressividade, mas uma grande chance para cada lado. Olmo, da marca do pênalti, parou em Donnarumma. Emerson Palmieri, após tabela com Insigne, chutou cruzado da esquerda e acertou a trave.

Chiesa fez o gol da Itália contra a Espanha (Foto: Carl Recine/Reuters)

A emoção ficou para a segunda etapa. Aos 14 minutos, em subida rápida ao ataque, iniciada por Donnarumma com reposição na meia-lua. A bola chegou na ponta esquerda, e Insigne acionou Immobile. A zaga espanhola cortou parcialmente. Na sobra, Chiesa dominou na área, cortou para a perna direita e finalizou bem, no canto oposto de Simón. A Espanha não diminuiu o ritmo e conseguiu o empate aos 34. Morata, que começou no banco, entrou para levar a decisão à prorrogação. Após tabela com Olmo pelo meio, concluiu de canhota, deslocando o goleiro italiano.

Morata fez o gol da Espanha após entrar no segundo tempo (Foto: Andy Rain/Reuters)

Na prorrogação, La Roja seguiu dominante. Mas em ritmo mais fraco. Finalizou quatro vezes, contra apenas uma da Itália. O desgaste apareceu para ambos os times. E a decisão nos pênaltis foi inevitável. Locatelli abriu a série e errou no lado italiano. Mas Olmo chutou por cima em seguida. Morata parou em Donnarumma. Coube a Jorginho converter a cobrança decisiva e levar a Azzurra à final.

MAIS UMA PRORROGAÇÃO

A semifinal em Wembley teve a sexta prorrogação desta Euro, um recorde. Antes, as edições de 1996 e 2016 tinham registrado cinco decisões cada no tempo adicional. A Espanha jogou 120 minutos pela terceira vez no torneio atual: venceu Croácia, passou pela Suíça nos pênaltis, mas foi eliminada pela Itália.

Os capitães Chiellini e Busquets em Itália x Espanha (Foto: Carl Recine/Reuters)

PERTO DO RECORDE

A Itália completou 33 jogos invicta e está perto do recorde mundial de invencibilidade entre seleções. Mas não vai poder igualá-lo na Euro. A marca máxima pertence ao Brasil (entre 1993 e 1996) e à Espanha (entre 2007 e 2009), ambos com 35 jogos de invencibilidade. Se for campeã da Eurocopa, a Azzurra completa 34 partidas sem perder.

Roberto Mancini, técnico da Itália (Foto: Carl Recine/Reuters)

CLASSIFICAÇÃO COM TOQUE BRASILEIRO

Coube a um brasileiro, nascido em Imbituba-SC, cobrar o pênalti decisivo para a Itália. Jorginho é o cobrador oficial da Azzurra. Ele deslocou Unai Simón e, com tranquilidade, converteu sua cobrança e levou os italianos ao êxtase. O volante e Emerson Palmieri, outro brasileiro naturalizado no elenco da Itália, são os únicos que podem ser campeões da Champions e da Euro na mesma temporada.

O MELHOR EM CAMPO

Chiesa novamente foi titular, fez o gol da Itália e, com alguma folga, terminou como o jogador mais agressivo da sua seleção na partida. Substituído no início do segundo tempo da prorrogação, depois de sentir incômodo na coxa direita, acabou eleito o melhor em campo na semifinal.

Fonte: Lance a lance

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