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A cúpula da instituição controlada pelo bispo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, foi alvo de operação nesta terça-feira (23/6)
Mirelle Pinheiro, Letícia Guedes
23/06/2026 09:42, atualizado 23/06/2026 12:16
Alvo de operação da Polícia Federal (PF), na manhã desta terça-feira (23/6), o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, entrou na mira das autoridades após relatórios do Banco Central identificarem indícios de uma série de irregularidades na condução da instituição financeira.
A PF constatou suspeitas de que administradores do Digimais tenham criado mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a real, por meio da alteração de informações contábeis e da geração artificial de receitas.
A prática teria permitido inflar o valor de ativos e esconder problemas que poderiam comprometer a saúde financeira da instituição. As movimentações sob suspeita envolvem cifras de centenas de milhões de reais.
Também é investigado se recursos do banco foram direcionados, de forma irregular, para beneficiar a empresa que controla a instituição financeira. Outro foco da PF é a suspeita de manipulação de dados enviados aos sistemas oficiais utilizados pelo Banco Central para fiscalizar o mercado.

A operação
Ao todo, mais de 50 policiais federais saíram às ruas nesta terça (23) para cumprir nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.
Além de autorizar as buscas, a Justiça determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões.
Os investigados poderão responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, entre eles gestão fraudulenta, prestação de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito proibidas pela legislação.
Fonte: Metrópoles
