Silvia Waiãpi (PL-AP) — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Decisão da cassação foi por unanimidade nesta quarta-feira (19). Representação do MP Eleitoral descrevia que deputada federal teria usado R$ 9 mil dos recursos destinados à campanha de 2022 para realizar o procedimento estético.
Por Rafael Aleixo, g1 AP — Macapá
19/06/2024 20h46 Atualizado há 33 minutos
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá cassou nesta quarta-feira (19) o mandato da deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP). A prestação de contas da deputada foi rejeitada por unanimidade pelos desembargadores durante a sessão judiciária realizada em Macapá.
Silvia Waiãpi foi denunciada pelo Ministério Público (MP) Eleitoral por gasto ilícito de dinheiro público. A representação descrevia que ela teria usado R$ 9 mil dos recursos destinados à campanha de 2022 para pagar uma harmonização facial em um consultório odontológico em Macapá.
O g1 tentou contato com a assessoria de Silvia Waiãpi sobre a decisão, mas não havia obtido retorno até a atualização mais recente desta reportagem.

Sessão judiciária do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá — Foto: TRE/Reprodução
Na época, a coordenadora de campanha de Silvia, Maete Mastop, procurou o MP Eleitoral para registrar a denúncia.
Além da coordenadora de campanha, o profissional que fez o procedimento estético também prestou depoimento. A representação feita pelo MP Eleitoral apresenta ainda comprovantes de transferências bancárias e de pagamentos feitos na clínica.
Sobre o procedimento
Segundo a denúncia, o procedimento estético foi feito em mais de uma sessão, sendo a primeira no dia 29 de agosto de 2022. Nesse mesmo dia, Silvia recebeu os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
O MP pontua que os depoimentos descrevem que Silvia transferiu dinheiro da conta da campanha para a conta pessoal da coordenadora. Em seguida, a coordenadora fez o pagamento pela harmonização, no valor de R$ 9 mil, por ordem da então candidata.
O advogado de Maete informou na época que ela foi induzida ao erro e que buscará alterar a condição de acusada para testemunha. Em nota, a defesa descreveu que após perceber o ato a coordenadora procurou o MP.
Fonte: g1
