Russos afirmam ter conquistado cidade portuária de Mariupol

Stringer/Anadolu Agency via Getty Images

Combatentes ucranianos que ainda ficaram em Mariupol estariam em uma zona industrial cercada pelas forças russas

A Rússia anunciou ter conquistado a cidade portuária de Mariupol, na Ucrânia, considerada estratégica pelos invasores. O relato foi feito pelo ministro da Defesa, Sergei Shoigu, ao próprio presidente Vladimir Putin.

Segundo a agência Interfax, Shoigu afirmou que os militares ucranianos restantes estão na zona industrial da siderúrgica Azovstal, enquanto o restante da cidade está vazia. Por esse motivo, Putin proibiu as forças russas de invadir o local, mas ordenou que os caminhos para lá fossem bloqueados.

André Borges/ Esp Metrópoles

“Não há necessidade de escalar essas catacumbas e rastejar no subsolo por essas instalações industriais. Bloqueie a zona industrial para que nem mesmo uma mosca possa passar”, disse Putin ao ministro, de acordo com a Interfax. Nos bastidores, a estratégia consiste em defender as vidas dos militares russos, mas, na verdade, a resistência dos ucranianos fez com que os invasores desistissem.

Cerca de 2 mil combatentes ucranianos estariam na usina. Shoigu ainda teria informado a Putin que a Rússia está tirando de Mariupol mais de 142 mil civis, enquanto 1.478 militares se entregaram.

Nenhuma outra fonte independente nem os próprios ucranianos se pronunciaram sobre o assunto.

Evacuação

A vice-primeira-ministra ucraniana e ministra da Reintegração dos Territórios Temporariamente Ocupados, Iryna Vereshchuk, afirmou que quatro ônibus de evacuação deixaram Mariupol na quarta-feira (20/4). Os civis passaram a noite em Berdyansk e estão a caminho de Zaporizhzhya.

“No que diz respeito a Mariupol, quatro ônibus de evacuação conseguiram sair da cidade pelo corredor humanitário de ontem. Eles passaram a noite em Berdyansk e agora estão indo para Vasylivka. Esperamos que cheguem a Zaporizhzhya em breve”, escreveu Vereshchuk na sua conta do Telegram, na manhã desta quinta-feira (21/4).

Também nesta quinta, os ucranianos tentam manter em segurança um corredor humanitário da região de Kherson.

Fonte: Leonardo Meireles/Metrópoles

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