Renato Machado no estúdio do Bom Dia Brasil — Foto: Reprodução/ Memória Globo
Jornalista morreu na manhã desta quinta-feira (16) na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul da capital fluminense. A causa da morte foi insuficiência cardíaca.
Por g1 Rio
16/07/2026 09h51 Atualizado há uma hora
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Morre Renato Machado, aos 83 anos
O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte foi insuficiência cardíaca.
Um dos grandes nomes do telejornalismo brasileiro, Renato Machado teve uma carreira de mais de 40 anos na TV Globo, onde marcou gerações de telespectadores. Foi apresentador do Bom Dia Brasil, do Jornal da Globo e do RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional, trabalhou como correspondente internacional e repórter especial e recebeu indicação ao Emmy Internacional.
Entre 1996 e 2010, ele foi apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil, período em que ajudou a reformular o telejornal. Ao lado de Leilane Neubarth e, posteriormente, de Renata Vasconcellos, adotou um formato mais dinâmico, com maior interação entre os apresentadores, entradas ao vivo de repórteres e comentaristas e um uso mais amplo do estúdio.
Em nota, a Clínica São Vicente lamentou o falecimento do jornalista Renato Machado e expressou suas condolências à família.
O corpo de Renato será velado nesta sexta-feira (17), às 11h30, na Capela 8 do Memorial do Carmo (Rua Monsenhor Manuel Gomes, 287, Caju). Às 14h30, ele será encaminhado para cremação.

O jornalista Renato Machado — Foto: Acervo/TV Globo
Ator, dublador e quase diplomata
Carioca, Renato era filho de um militar e de uma secretária bilíngue. Formado em Direito, ele chegou a passar no concurso do Itamaraty, mas boicotou o exame de vista para seguir sua verdadeira vocação: ver o mundo de perto e relatar a história.
Antes de estrear nas redações, experimentou a vida artística como ator e dublador, até ingressar no serviço brasileiro da rádio BBC, em Londres, no fim da década de 1960.
Em 1969, entrou no Jornal do Brasil como repórter, passando a editor internacional. No impresso, atuou por 13 anos.
Trajetória
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Trajetória do jornalista Renato Machado reúne momentos históricos, em cinco décadas na Globo
Em 1982, ingressou na TV Globo, onde participou da cobertura da Guerra das Malvinas, um de seus primeiros grandes trabalhos na emissora.
Em 1983, tornou-se correspondente em Londres. De lá, acompanhou fatos históricos como os atentados terroristas em Paris, em 1986, e o desastre nuclear de Chernobyl. De volta ao Brasil, em 1988, passou a atuar como repórter especial da TV Globo.
Em 1990, Renato deixou a Globo para trabalhar na TV Manchete. Lá, ele cobriu a Guerra do Golfo. No ano seguinte, em 1991, ele voltou à TV Globo. Nos 5 anos seguintes, foi repórter especial e cobriu o impeachment de Fernando Collor e a morte do piloto Ayrton Senna.
Em 1996, assumiu a bancada do Bom Dia Brasil, onde ficou até 2010.
Em depoimento ao Memória Globo, Renato Machado definiu o telejornalismo como um aprendizado permanente. “Para ser telejornalista, é necessário um acúmulo de conhecimento. É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que você erra”, disse.
Correspondente internacional
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Colegas de profissão se despedem do jornalista Renato Machado
Em setembro de 2011, Renato Machado voltou ao posto de correspondente internacional da TV Globo em Londres. De lá, participou da cobertura de acontecimentos marcantes, como os ataques terroristas ao jornal francês Charlie Hebdo, em 2015, os 95 anos de Nelson Mandela e a crise econômica na Grécia.
Na Europa, também teve espaço para explorar uma de suas grandes paixões: os vinhos. Em 2014, produziu para o Jornal Hoje uma série sobre a região da Provença, na França, em que percorreu aspectos da produção da bebida, além de histórias ligadas à culinária, ao comportamento e à cultura local.
“Nossa última matéria é a minha favorita, porque falamos sobre vinho. A Provença é uma região produtora de vinhos e também é corredor de um vento famoso que vem dos Alpes, o mistral. Esse vento sopra algumas vezes por ano e é gelado: as pessoas sempre levam um casaco, caso ele apareça. Entre as particularidades dele está a característica de afastar o vento quente e limpar as vinícolas, conservar melhor a uva”, disse Renato na época.
Em janeiro de 2016, Renato Machado passou o posto de correspondente em Londres para a repórter Cecília Malan.
Indicado ao Emmy Internacional
Ele retornou ao Rio de Janeiro como repórter especial do Globo Repórter. Entre seus trabalhos mais marcantes no programa está a edição “A arte como passaporte”, de 2016, na qual mostrou como a oportunidade de aprender música e dança pode transformar a vida de famílias pobres no Brasil.
Em Heliópolis, favela de São Paulo, a reportagem mostrou o Instituto Baccareli, que atendia mais de 1,3 mil crianças a partir de 4 anos. Em Nova York, o programa encontrou uma bailarina carioca que aprendeu a dançar em um projeto da Mangueira e alcançou sucesso nos palcos americanos.
O programa foi indicado ao Emmy Internacional na categoria atualidade.
“O Globo Repórter, na minha vida profissional, eu diria que tem um papel mais do que fundamental. Ele sempre esteve presente, em todos os momentos. E foi, para o Globo Repórter, que desenvolvi algumas reportagens das quais me lembro e que ficaram como exemplo para mim de trabalho, esforço coletivo e superação de dificuldades”, afirmou Renato em entrevista há 6 anos.
Renato deixou a TV Globo em novembro de 2021.
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Renato Machado na redação do jornalismo da TV Globo — Foto: Acervo TV Globo

Renato Machado — Foto: TV Globo

Renato Machado no estúdio do Bom Dia Brasil — Foto: Reprodução/ Memória Globo
Fonte: g1 Rio
