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Operação resultou no sequestro de R$ 20 milhões em bens
O grupo de investigados criava sucessivas empresas para cometer fraudes sucessivas
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (27/2), a Operação Flashback, para combater o desvio de recursos públicos federais destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no estado do Piauí. A operação resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores dos investigados, totalizando aproximadamente R$ 20 milhões.
A investigação é um desdobramento da operação Prato Vazio, que também investigou desvios na merenda escolar de municípios do Piauí.
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Operação resultou no sequestro de R$ 20 milhões em bens
Informações que indicaram a continuidade do esquema criminoso, descoberto na operação Prato Vazio, envolvendo o fornecimento de merenda escolar motivaram a operação de hoje. O grupo de investigados já foi alvo de operações policiais anteriores e estava impedido de contratação com o poder público, no entanto, constituiu nova pessoa jurídica para atuar em contratações públicas e seguir praticando fraudes.
A investigação apurou que essa era a forma de atuar do grupo, constituindo sucessivas empresas para operar junto ao poder público em contratos fraudulentos.
Foram identificados casos de superfaturamento, direcionamento de contratações, conluio entre empresas e uso de notas fiscais falsas, resultando no sequestro de bens e valores dos investigados no valor de aproximadamente R$ 20 milhões.
Mais de 50 policiais federais, com o apoio de auditores da Controladoria Geral da União (CGU), participaram da operação, realizando buscas em residências e empresas vinculadas aos investigados na cidade de Teresina/PI. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí.
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Operação contou com apoio da CGU
Segundo a Polícia Federal, o objetivo da operação é interromper a prática criminosa, coletar provas para reforçar a investigação, identificar outros envolvidos no esquema, incluindo servidores públicos ou particulares, e recuperar os bens adquiridos com os recursos desviados do PNAE.
Os investigados poderão responder por crimes licitatórios, contra a administração pública, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Fonte: Com informações da Polícia Federal
