Palmeiras diz que não jogará no Allianz Parque enquanto não for feita manutenção do gramado

Clube cobra empresa responsável pela gestão do estádio e promete pedir a interdição do local se pedido não for atendido

O Palmeiras informou na noite deste domingo, em nota, que não mandará mais jogos no Allianz Parque até que o gramado sintético do estádio passe por manutenção.

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O campo se tornou alvo de críticas recentes por suas condições. Após o clássico contra o Santos, vencido pelo Palmeiras neste domingo, o técnico Abel Ferreira mais uma vez pediu a troca do gramado.

Na nota, o Palmeiras cobra a Real Arenas, empresa constituída pela construtora WTorre para gerir a arena, a “honrar com sua obrigação de realizar a manutenção adequada do campo”.

O clube ainda ameaça acionar os “órgãos competentes” para exigir a “interdição da arena”.

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O ge procurou a assessoria de imprensa da WTorre em busca de um posicionamento da empresa, mas ainda houve resposta.

+ Abel cobra: “Precisamos trocar o gramado com urgência”

Veja a nota publicada pelo Palmeiras:

A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em razão das atuais condições do gramado do Allianz Parque, somente voltará a mandar jogos no estádio quando a Real Arenas honrar com a sua obrigação de realizar a manutenção adequada do campo.

Importante salientar que o problema não é a grama sintética, implementada justamente com o intuito de oferecer aos atletas um piso sempre em perfeitas condições, mas o descaso da superficiária com a qualidade do campo, que exige melhorias urgentes.

Em função da irresponsabilidade de terceiros, não temos o direito de colocar em risco a integridade física de profissionais – sejam do Verdão, sejam das equipes adversárias.

Caso a superficiária do Allianz Parque insista em protelar a solução necessária para este grave problema, exigiremos junto aos órgãos competentes a interdição da arena.

Allianz Parque antes de Palmeiras x Santos — Foto: Marcos Ribolli

Entenda o imbróglio

Palmeiras e WTorres estão em litígio por causa da divisão e distribuição de receitas do Allianz Parque. O clube cobra cerca de R$ 127 milhões que diz não terem sido pagos.

Na última semana, o atacante Bruno Rodrigues machucou o joelho em jogo contra a Inter de Limeira e terá que operar. O Palmeiras suspeita que a falta de manutenção do gramado tem relação com a contusão.

De acordo com apuração do ge, alguns jogadores relataram após o duelo contra a Inter de Limeira, na última quarta-feira, que o gramado sintético estava pior do que no final do ano passado. Uma série de shows foram realizados nos últimos meses no local – entre eles, um evento musical na véspera do clássico contra o Santos.

No fim da temporada passada, Abel Ferreira havia alertado que o gramado precisava ser “trocado urgentemente”, mas isto não aconteceu. Palmeiras, Real Arenas, braço da WTorre que gere a arena, e a Soccer Grass, empresa que instalou o campo, alegaram que sempre trabalharam para deixar o local em suas melhores condições novamente e entendiam não ser preciso realizar a mudança.

Havia o entendimento de que a condição não era a ideal, mas por causa da sequência de shows, que acaba dificultando a manutenção do piso, de responsabilidade da Real Arenas.

No início deste ano, Leila Pereira detonou a parceria com a construtora e reclamou do descaso com a manutenção do Allianz Parque.

– O que posso dizer a vocês é que uma receita que seria muito relevante ao Palmeiras e não recebemos um centavo. Daqui a 20 ou 25 anos, vão entregar o Coliseu para a gente e não recebemos absolutamente nada – afirmou a presidente.

Fonte: ge Por Eduardo Rodrigues — São Paulo

28/01/2024 20h59 Atualizado há uma hora

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