Rafael e Wellington estão em dois PT. O do governador formado pelos “rafaboys” e o ministro ficou com os antigos, que estão fora do governo estadual
Desde que alijou os petistas dos principais cargos Rafael se distanciou de Wellington
Repercussão nacional
A querela entre a PPP “Piaui Conectado” e o Governo do Estado está ganhando contornos nacionais. Em nota o Colunista do O Globo Lauro Jardim deu publicidade a intervenção que o Governo fez na PPP e disse que o atual Governo de Rafael Fonteles “desconectou” uma das grandes bandeiras da gestão de Wellington Dias.

Rafael e Wellington estão em dois PT. O do governador formado pelos “rafaboys” e o ministro ficou com os antigos, que estão fora do governo estadual
Ganha na Justiça
O Colunista errou ao dizer que o Estado só interviu por estar sofrendo inúmeras derrotas na Justiça. Essa informação não é verdadeira porque o Estado tem sido vitorioso na Justiça, conforme a Coluna Direto da Redação publicou ontem.
O que aparentemente ocorre é que os empresários matogrossenses muito ligados à ex-Superintendente de PPPs Viviane Moura não estão conseguindo mais fazer prevalecer a sua vontade nem com o último desembargador nomeado por Wellington na vaga da OAB, Jose Wilson.
Como se diz entre os petistas que ficaram alijados no governo, Viviane caiu em desgraça com Rafael.
Wellington finge
Interlocutores do Governo entendem que essa decisão intervencionista de Rafael pode ser um ponto decisivo nas relações dele com Wellington Dias.
Todos sabem que o índio sempre foi escorregadio nas tratativas e, nesse caso, pode estar fingindo que a intervenção não lhe toca, mas intimamente não estaria gostando do que o sucessor fez.
Regina Sousa costuma dizer que o índio é encantador de serpentes.
Clima pesado
O certo é que o clima entre o ministro e o governador, queria ou não queira, que já não era dos melhores, ficou mais pesado com essa situação.
Não se sabe o que ocorreu por “baixo dos panos”, mas esse contrato foi feito por Viviane para durar 30 anos e, sem uma explicação lógica, Rafael o desfez antes de completar os cinco.
Foto: Foto: reprodução internet

Viviane Moura, vendia as empresas estatais chegou a ser grosseira com Rafael, secretário de Fazenda. Hoje, o governador investiga as ações dela
Fato estranho
O estranho é o empresário mato-grossense, que só sabia da existência do Piauí pelo mapa, ter conseguido esse contrato milionário (R$ 214 milhões) quando em seu estado ele havia perdido concorrência parecida.
Será porque por lá não tinha uma superintendente como tinha aqui?
Rafael perdeu para Viviane
O que se sabe é que o governador ainda como secretário de Fazenda nunca foi favorável a esse modelo de contratação, pois entendia que o Estado tinha capacidade de resolver o problema gastando menos.
Mas ele perdeu para Viviane que como sempre fazia, convenceu o governador da época, Wellington Dias.
Vingança é como sopa
Não é segredo, Viviane foi para a queda de braço com Rafael, o então secretário de Fazenda, peitando-o inclusive na frente de terceiros, até com grosserias, as vezes.
Como se diz, Rafael guarda os ressentimos no freezer.
Faltou fiscalização
Outro fator importante no caso foi que segundo as mesmas fontes, Edson, empresário Matogrossense dono da PPP, sempre se sentiu muito protegido por Viviane Moura, que garantia que Wellington não permitira que nada de ruim acontecesse com o contrato, tanto que o que se investiga hoje é, em outras palavras, a letargia do governo do índio em fiscalizar e cobrar o cumprimento integral do contrato.
Situação real
Para se ter uma ideia do que incomodou o atual governo, diz-se que em uma escola para ter internet igual a de uma residência normal, era cobrado o valor de R$ 4 mil, enquanto numa casa comum a mesma internet custa no máximo R$ 150.
Desse jeito só teria um jeito desse contrato nada sofrer, que seria a conivência e participação direita ou indireta de alguém do atual governo para compactuar com essa situação dita alarmante.
Recado dado
Pelo visto Rafael quis mandar um recado: se na gestão passada ocorreram negociações nada republicanas a atual gestão irá descobrir e providenciar as sanções adequadas a todos.
Doa a quem doer
Por isso que assessores palacianos tem dito que a ordem, para este caso, é tratar tudo de maneira firme doa a quem doer, até mesmo se tiver efeito político, usando de todas as forças inclusive no judiciário para que os erros passados não gerem efeitos no presente.
Mesmo tendo gente de agora também envolvida.
E deve ter.
Fonte: Portal AZ
