Gilmar Mendes Pede a Moraes Que Zema Seja Incluído no Inquérito das Fake News

g1 e GloboNews — Brasília

20/04/2026 10h17  Atualizado há 5 horas

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Gilmar Mendes pede a Moraes a inclusão de Zema no inquérito das Fake News

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao também ministro Alexandre de Moraes que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seja investigado no inquérito das fake news.

A informação, divulgada pela “Folha de S. Paulo”, foi confirmada ao blog pelo próprio Gilmar Mendes, que ingressou com uma notícia-crime contra o governador. O caso tramita sob sigilo.

Em entrevista ao Estúdio i da GloboNews, Zema afirmou que ainda não foi notificado a respeito do pedido para ser incluído no inquérito.

“Eu não fui notificado. Parece que tem sido um modus operandi do Supremo, em especial de alguns ministros, fazerem isso sem dar o devido o direito de defesa à outra parte, de forma que tudo é sigiloso e, quando você toma conhecimento [da investigação] , já está num estágio mais avançado”, disse.

O pedido ocorre após Zema ter divulgado, no mês passado, nas redes sociais, vídeo com críticas ao Supremo e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli no contexto do caso Master. No vídeo, os ministros são retratados como fantoches.

No pedido, Gilmar argumenta ter tomado conhecimento do vídeo em 5 de março e menciona que o conteúdo “vilipendia” não apenas a honra e a imagem do Supremo como a dele também.

Segundo interlocutores do Supremo, Moraes encaminhou o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da União (PGR).

O que é o inquérito das fake news

O chamado inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 pelo STF e está sob a relatoria de Moraes.

O objetivo do inquérito, que é alvo de polêmicas, é apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático.

O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.

Desde o início, o objetivo da apuração é identificar estruturas organizadas que atuem para desacreditar instituições, intimidar autoridades e estimular discursos contra a democracia, especialmente por meio das redes sociais.

Fonte: g1 e GloboNews — Brasília

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