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Em pleno século XXI, enquanto a energia elétrica é um direito básico garantido a milhões de brasileiros, dez famílias da Comunidade Abobreiras, em São Francisco de Assis do Piauí, vivem um verdadeiro drama. O que era para ser a realização de um sonho se tornou um pesadelo de descaso e promessas vazias por parte da concessionária Equatorial.

Tudo começou quando a empresa visitou a comunidade e prometeu a tão esperada instalação da rede elétrica. Com a esperança renovada, os moradores não pouparam esforços: prepararam suas casas, construíram acessos e até adquiriram eletrodomésticos essenciais como geladeiras, fogões elétricos e outros equipamentos que facilitariam o dia a dia. No entanto, meses se passaram e a energia nunca chegou. O que antes era símbolo de progresso agora serve apenas como depósito: geladeiras sem uso, lâmpadas que jamais brilharam e uma frustração crescente.

A comunidade, que fica a meros quatro quilômetros da rede elétrica mais próxima, já fez inúmeras solicitações à empresa, mas segue sem respostas concretas. Técnicos estiveram no local, avaliaram a situação e incentivaram os moradores a investirem em melhorias na estrutura para a instalação. Porém, mesmo após todos os esforços e gastos, o silêncio da Equatorial é a única resposta que chega à população.

Cansados de esperar, alguns moradores, com o pouco que tinham, decidiram investir em sistemas de energia solar. Mas a realidade cruel logo se impôs: as pequenas placas solares não são suficientes para garantir sequer o básico para uma vida digna. Os poucos recursos que possuem vêm de pequenos serviços na lavoura, e a possibilidade de um sistema solar mais robusto está fora de cogitação.

O mais revoltante é que, desde 2003, o programa federal “Luz para Todos” tem levado energia elétrica a comunidades isoladas e distantes dos grandes centros, proporcionando melhores condições de vida a milhares de brasileiros. Mas para as famílias da Comunidade Abobreiras, essa realidade parece cada vez mais distante. Ludibriadas por uma empresa que deveria cumprir sua responsabilidade social, elas seguem mergulhadas na escuridão do descaso e da negligência.


Até quando a Equatorial ignorará o sofrimento dessas famílias? Até quando a dignidade dessas pessoas será tratada com tamanho desprezo? A comunidade Abobreiras clama por justiça e exige que a empresa cumpra seu dever, trazendo a energia que já deveria ter sido entregue há muito tempo. O direito à luz não é um privilégio, é uma necessidade! Chega de promessas vazias, chega de abandono!
Fonte: Por Carlos Santos/TV Capital do Piauí.Com
