Após reunião com aliados, Bolsonaro fará primeiro pronunciamento

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Presidente está em silêncio há 42 horas. Bolsonaro chamou a imprensa no Palácio da Alvorada, onde fará o pronunciamento nesta terça

Após a derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL) seguiu em silêncio até essa terça-feira (1º/11), quando convocou a imprensa para um pronunciamento nesta tarde.

Ao longo da manhã, Bolsonaro recebeu as visitas de um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, do presidente do PL, Valdemar Costa Netto, e do seu vice nestas eleições, Braga Netto. O chefe do Executivo federal também reuniu-se com os seguintes ministros:

    1-Anderson Torres (Justiça)

   2-Paulo Alvim (Ciência e Tecnologia)

    3-Victor Godoy (Educação)

    4-Joaquim Leite (Meio Ambiente)

    5-Daniel Ferreira (Desenvolvimento Regional)

    6-Ronaldo Bento (Cidadania)

    7-Cristiane Brito (Mulher, Família e Direitos Humanos)

   8-José Carlos Oliveira (Trabalho)

    9-Carlos França (Relações Exteriores)

    10-Ciro Nogueira (Casa Civil)

    11-Marcos Montes (Agricultura)

   12-Marcelo Queiroga (Saúde)

    13-Marcelo Sampaio (Infraestrutura)

    14-Paulo Guedes (Economia)

Nesta manhã, circulou a informação de que Bolsonaro teria convidado ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para um encontro no Alvorada antes de reconhecer publicamente o resultado do segundo turno. Oficialmente, porém, o STF não confirma o convite nem a reunião.

Coordenador da campanha do pai, Flávio reconheceu, na segunda-feira (31/10), a vitória de Lula, agradeceu os votos recebidos pelo pai e pediu aos apoiadores que “ergam a cabeça”. Foi a primeira manifestação de um integrante da família Bolsonaro após o resultado das urnas.

O chefe da comunicação da campanha, Fabio Wajngarten, se manifestou nesta terça sobre o resultado do pleito, afirmando que agora “é momento de paz, reflexão e serenidade”.

Às 19h57 de domingo (30/10), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com 100% das urnas apuradas, o petista obteve 50,90% dos votos válidos (60.345.999), enquanto Bolsonaro, 49,10% (58.206.354).

Silêncio sobre 2º turno

Até o momento, o atual chefe do Executivo federal apenas admitiu a derrota ao presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.

Ao proclamar o resultado das eleições para presidente da República, Moraes relatou ter ligado para os candidatos que concorreram ao pleito.

Apoiadores de Bolsonaro

Apoiadores de Jair Bolsonaro foram do entusiasmo ao choro na Esplanada dos Ministérios na noite de domingo. Em ato para acompanhar a apuração, os manifestantes viram Luiz Inácio Lula da Silva voltar à Presidência, e muitos afirmaram que o pleito foi fraudado.

O movimento teve início mais cedo e começou a ganhar corpo por volta das 18h desse domingo, quando o petista passou Bolsonaro na parcial dos resultados. Nesse instante, o clima foi de desânimo.

Em seguida, apoiadores deram início a uma onda de orações. Às 19h40, com 98% das urnas apuradas, houve revolta. “Não pensem que vamos aceitar uma eleição fraudulenta às custas de fake news e interferência do Judiciário”, disse uma mulher no trio.

Quem rezava em cima do carro de som também pediu oração para que “Deus entre com intervenção no TSE”. Em meio ao público, blogueiros fizeram lives com ataques ao Tribunal Superior Eleitoral e à imprensa.

No carro de som, locutores pediram para que os militantes não fossem embora até o pronunciamento oficial de Bolsonaro. Ele, no entanto, se calou até a tarde desta segunda-feira.

Bloqueio de rodovias

Mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes para que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) desobstrua rodovias bloqueadas, o país amanheceu com 271 ocorrências em estradas nesta terça-feira (1º/11).

Dados divulgados pela PRF nas redes sociais apontam que o país tem 183 pontos de interdição e 88 bloqueios em rodovias de 22 estados e do Distrito Federal. De acordo com a corporação, 192 manifestações já foram desfeitas. Os atos são realizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro contra a derrota do mandatário nas urnas.

Os estados com maior número de ocorrências são Pará (33 interdições), Mato Grosso (22 interdições), Minas Gerais (12 interdições e seis bloqueios), Paraná (24 interdições e 15 bloqueios), Rondônia (20 interdições), Rio Grande do Sul (15 interdições e 15 bloqueios) e Santa Catarina (39 bloqueios).

Fonte: Flávia Said/Metrópoles

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