Após polícia não identificar invasores, Hasselmann acusa falta de câmeras

Joice explicou que já realizou a solicitação para instalação das câmaras à presidência da Câmara – (crédito: Bárbara Cabral/Esp/CB/D.A Press)

Esta terça-feira (27/7) teve importantes atualizações no caso da suposta agressão contra a deputada: Joice fez um “adendo” à Depol e diz que vai “até às últimas consequências”

Após o Departamento de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados (Depol) declarar, por meio de nota, que não identificou “a entrada de nenhuma pessoa” no apartamento da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), entre quinta-feira (15/7) e terça-feira (20/7), a parlamentar foi a público fazer um “adendo” a conclusão. Segundo Joice, faltam câmeras de segurança nas escadas do prédio que abriga o apartamento funcional, que mora em Brasília.

Joice explicou que já realizou a solicitação para instalação das câmaras à presidência da Câmara, e defendeu que a ausência delas indica “clara falha de segurança no andar do apartamento que ocupo”.

Ainda de acordo com a parlamentar, a Polícia Civil continua investigando o caso e realizou perícia nesta terça-feira. Joice ainda agradeceu ao Ministério Público Federal (MPU) por ter pedido mais informações do caso.

Leia a nota na íntegra:

“A nota da Depol prova o que eu tinha dito desde o início sobre as datas do ocorrido e derruba a tese espalhada por governistas de suposto acidente de carro: eu não saí de casa, como, aliás, é de praxe nos finais de semana. Eu mesma pedi perícia à PCDF do meu automóvel par comprovar que não houve qualquer avaria.

Na terça (20), por insistência de dois médicos (meu marido e doutor Roberto Kalil), fui ao hospital para fazer as tomografias, ainda acreditando ser apenas num acidente doméstico — uma queda contra algum obstáculo. Na quarta-feira (21), com os laudos prontos, descobrimos as fraturas no rosto e coluna. A pele nas primeiras 24h estava clara, sem hematomas, conforme imagens entregues ao IML. Apenas na segunda-feira (19), os hematomas começaram a aparecer, indícios de fratura. Na terça (20), fiz os exames.

Adendo à nota da Depol

Acrescento à nota da Depol um pequeno, mas imprescindível detalhe: não existem câmeras de segurança nas escadas, nem nas entradas dos apartamentos funcionais – eu mesma chamei a atenção para o problema em meu depoimento à Depol e agentes alegaram que seria para resguardar a “privacidade” dos parlamentares. Comuniquei a falha de segurança também à Procuradoria da Mulher da Câmara e à Polícia Civil.

Não existe privacidade que possa ultrapassar a segurança física e moral de um parlamentar, em especial num imóvel público. Também comuniquei à Depol que solicitaria à presidência da Câmara a instalação de câmeras em todos os pontos cegos onde há clara falha de segurança no andar do apartamento que ocupo. Também tomei a decisão de trocar as chaves das portas do meu funcional, uma vez que na Câmara há departamento que tem cópias das chaves.

Instalação de novas câmeras

Com o incidente, a bancada feminina entendeu por bem estender o pedido de instalação de câmeras nas escadas e entradas de apartamentos para os imóveis ocupados por todas as mulheres, uma vez que ficou escancarada a vulnerabilidade de segurança que temos. Sem câmeras em locais que podem ser acessados por qualquer um que tenha o mínimo de informação sobre a rotina dos deputados, não teremos segurança, não teremos qualquer imagem, muito menos informações fidedignas sobre o caso.

Perícia da Polícia Civil

A Polícia Civil continua investigando. Fez longa perícia hoje (27) no apartamento e eu mesma, por meio de meus advogados, solicitarei uma série de diligências para que esse caso possa ser de fato investigado profundamente. Agradeço ao MPF por ter devolvido os dados apresentados e pedido mais informações.

Estou à disposição de todas as autoridades e meus depoimentos ainda seguem na Polícia Civil.”

Fonte: Ronayre Nunes/Correio Braziliense

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