Vídeo: Sargento da PM é Denunciado Por Invadir Casa e Furtar Perfume; Policial Destruiu Câmera Com Tiro

Sargento da PM é denunciado por invadir casa e furtar perfume; policial destruiu câmera — Foto: Reprodução

Segundo o MP, o sargento utilizou uma chave falsa para entrar na residência e cometer o furto. Cinco meses depois, um policial voltou à casa e destruiu a câmera com um tiro. A corregedoria da PM informou que ainda vai solicitar informações sobre o caso para adotar providências.

Por Eric Souza, g1 PI

25/10/2024 17h01  Atualizado há 18 minutos

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Sargento da PM é denunciado por invadir residência e furtar perfume em Teresina

O sargento Avelar Reis Mota, conhecido como Sargento Mota, da Polícia Militar do Piauí (PMPI), é investigado por invadir uma casa e furtar um perfume Malbec em fevereiro de 2023 no bairro Areias, Zona Sul de Teresina. Ele foi denunciado pelo crime de furto qualificado. A câmera de segurança do local registrou a saída do policial, que estava fardado e usou uma viatura da PM.

Procurada pelo g1, a corregedoria da PM informou que ainda vai solicitar informações sobre o caso para adotar providências. Ao g1, a defesa do sargento informou que irá se manifestar apenas no processo. O sargento fechou seu perfil nas redes sociais, que acumulava milhares de seguidores.

Segundo a denúncia oferecida pelo promotor Assuero Stevenson Pereira Oliveira, titular da 9ª Promotoria de Justiça da capital, o sargento utilizou uma chave falsa para entrar na residência de uma mulher e furtar o perfume. Mota, conforme o promotor, também tentou destruir a câmera de segurança, mas não conseguiu.

Cinco meses depois, uma viatura da Força Tática do 22º Batalhão de Polícia Militar (BPM) voltou à casa. Um policial mascarado desceu do carro, apontou uma arma na direção da câmera e atirou, destruindo o equipamento (assista acima). Em seguida, a viatura deixa o local.

Sargento da PM é denunciado por invadir casa e furtar perfume; policial destruiu câmera — Foto: Reprodução

Os autos do inquérito policial militar instaurado para investigar o caso apontam que o sargento Mota estava escalado, ao lado de um cabo da PMPI, para o serviço de policiamento do bairro Promorar, também na Zona Sul de Teresina. No entanto, eles foram até a casa da mulher em uma viatura da polícia.

“Não bastasse o crime em tela, consta que o sargento, ao sair da casa, tentou destruir a câmera de segurança da residência, tendo sido registrado, tempos depois, no dia 28 de julho de 2023, o retorno ao local de outra viatura, da qual saiu um policial encapuzado e que, efetivamente, efetuou disparo de arma de fogo contra a referida câmera, destruindo-a”, escreveu o promotor.

A dona da casa relatou que, por meio de um aplicativo vinculado à câmera, conseguiu ver a entrada do sargento Mota em sua residência e a tentativa de destruição do equipamento. Depois, ela também verificou que o perfume havia desaparecido.

Dona da casa achou partes da câmera destruída com tiro por policial em Teresina — Foto: Reprodução

Ainda conforme a vítima, o policial não tinha acesso à chave verdadeira, motivo pelo qual utilizou uma chave falsa para invadir a casa.

Para o promotor de Justiça, a participação do cabo que acompanhou o sargento “não configura conduta criminosa”, pois o policial era motorista da guarnição e teria dirigido até o local do crime por ordem de seu comandante imediato.

Diante dos vídeos da câmera e do relato da proprietária da residência, o Ministério Público do Piauí (MPPI) denunciou o sargento Mota pelo crime de furto qualificado com emprego de chave falsa, previsto no artigo 240 do Código Penal Militar. A pena prevista é de três a dez anos de prisão.

Após a denúncia, o sargento será citado e interrogado, e a vítima e outras quatro testemunhas (o cabo e outros quatro PMs) serão ouvidas antes que haja uma sentença.

Alvo de operação contra jogos de azar

Sargento Mota e Cabo Jairo foram alvos de operação contra jogos de azar — Foto: Reprodução

Em 9 de outubro deste ano, o sargento Mota foi alvo da Operação Jogo Sujo II, deflagrada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que visou reprimir a divulgação de jogos de azar ilegais na internet e cumpriu mandados em Teresina, Timon (MA) e Caxias (MA).

O g1 confirmou que a Polícia Civil realizou buscas na casa do sargento. Além dele, o cabo da PMPI Raimundo Alves Torres, conhecido como Cabo Jairo, também foi alvo de busca e apreensão e chegou a ser preso em flagrante ao ser encontrado com um celular roubado. Ele foi liberado no mesmo dia.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), os policiais e outros 14 influenciadores digitais foram investigados pelos crimes de estelionato, jogo de azar, induzir consumidor ao erro, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O delegado Alisson Landim, que presidiu a investigação, explicou que, nas divulgações das plataformas de jogos, são usados métodos de enganar as pessoas, como vídeos de falsos ganhadores e de apostas vitoriosas falsas.

Os policiais apreenderam ainda armas de fogo, joias e carros de luxo, além de dinheiro vivo. A quantia em dinheiro apreendida com todos os investigados soma R$ 500 mil.

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Operação Jogo Sujo II: influenciadores são presos suspeitos de divulgar jogos de azar

Fonte: g1 PI

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