Time do São Paulo antes do jogo com o Botafogo — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Tricolor sobrevive ao volume de jogo do Botafogo na primeira etapa, melhora com mudança de esquema e só não vence por erro de finalização de Calleri; vitória em casa garante semifinal
Por Marcelo Braga — São Paulo
19/09/2024 04h00 Atualizado há 8 horas
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Botafogo 0 x 0 São Paulo | Melhores momentos | Quartas de final | CONMEBOL Libertadores
O São Paulo foi ao Rio com uma missão contra o Botafogo e pode dizer que a cumpriu.
Nos primeiros 90 minutos da decisão, no Nilton Santos, o objetivo era sobreviver e levar a decisão para o Morumbis, na próxima quarta-feira. O empate sem gols, portanto, pode ser, sim, muito comemorado.
Claro que não sairá da cabeça de Calleri, dos seus companheiros e de toda a torcida do São Paulo a chance claríssima de gol que foi desperdiçada pelo argentino na segunda etapa, num momento em que o time melhorou e poderia ter conseguido o 1 a 0.
Mas, no todo, o Tricolor saiu no lucro no jogo. Foram 22 finalizações do Botafogo contra seis do São Paulo. O time de Arthur Jorge dominará os melhores momentos dos programas esportivos nesta segunda-feira. Mas, no fim das contas, tudo está como começou. Não há nada definido por aqui.
Na primeira etapa, o Botafogo esboçou um massacre ao São Paulo. Com muito volume ofensivo, imposição física e qualidade técnica, o Fogão enfileirou chances, parando no travessão, nas defesas de Rafael, numa pontaria mal calibrada e também nos zagueiros tricolores, que jogaram bem.

Time do São Paulo antes do jogo com o Botafogo — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Não é exagero dizer que, no apito que levou o jogo ao intervalo, o torcedor do São Paulo soltou um “ufa”, de alívio. A pressão do primeiro tempo foi assustadora. Escalado num 5-4-1, o Tricolor foi a campo para travar o Botafogo, mas praticamente não conseguiu fazer isso. Novidade no time, William Gomes até tentou chamar o jogo, mas não se criou para cima da força física dos beques do Fogão.
O São Paulo, porém, melhorou a partir do momento em que Zubeldía mudou a sua estratégia de jogo. Aos 13 minutos, sacou Rafinha, colocou Wellington Rato em campo e retomou a linha de quatro, improvisando Alan Franco como lateral-direito. O time saiu de trás e ensaiou uma melhora. Até Lucas, completamente sumido no jogo, conseguiu aparecer, conduzindo bolas.
Dez minutos depois, aos 23, Zubeldía melhorou ainda mais a equipe. Alan Franco deu lugar a Ferraresi, improvisado na lateral direita, e a dupla Lucas e William Gomes abriu vaga para Luciano e Michel Araújo. Foi o meia uruguaio que conseguiu o ótimo cruzamento que Calleri finalizou para fora.

Luiz Henrique Alan Franco Botafogo São Paulo Libertadores — Foto: André Durão
O jogo acabou com um Botafogo já abatido, punido por sua ineficiência no primeiro tempo. O São Paulo, depois de uma subida de produção e de quase vencer o jogo, deixou o campo com a energia renovada. A próxima missão é ser impor ao Botafogo em casa, vencer e se classificar à semifinal.
Se o domínio botafoguense no primeiro tempo assustou, a mudança de cenário da segunda etapa deu o recado de que, se souber aproveitar as chances que criar, o Tricolor pode avançar.
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Fonte: ge
