Governo Lula terá 37 ministérios; veja a lista completa

Daniel Ferreira/Metrópoles

Dos 37 ministérios que vão compor a Esplanada, apenas sete nomes foram confirmados por Lula. Outras 30 pastas seguem sem nomeações

Após a reunião nesta terça-feira (20/12) do conselho político do Gabinete de Transição, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) confirmou que a Esplanada será composta por 37 ministérios. Em seguida, ela apresentou uma lista escrita de próprio punho. “Já temos uma definição”, destacou a parlamentar.

“Não aumenta a quantidade de cargos, apenas descentraliza como está agora”, explicou a senadora.

Os ministérios de Lula

Na presidência da República

    Casa Civil (Rui Costa)

    Secretaria-Geral da República

    Relações Institucionais

    Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

    Secretaria de Comunicação

Esplanada

    Advocacia-geral da União (AGU)

    Corregedoria-Geral da União (CGU)

    Agricultura

    Relações Exteriores (Mauro Vieira)

    Pesca

    Ciência e Tecnologia

    Defesa (José Mucio Monteiro)

    Fazenda (Fernando Haddad)

    Planejamento

    Desenvolvimento

    Esporte

    Indústria e Comércio

    Desenvolvimento Social, Família e Combate e Fome

    Gestão e Inovação

    Educação (Camilo Santana)

    Igualdade Racial

    Justiça e Segurança Pública (Flávio Dino)

    Minas e Energia

    Cultura (Margareth Menezes)

    Portos e Aeroportos

    Transportes

    Meio Ambiente

    Trabalho e Emprego

    Previdência

    Saúde

    Povos Indígenas

    Mulheres

    Desenvolvimento Agrário

    Cidades

    Direitos Humanos

    Comunicação Social

    Turismo

Apesar da confirmação da senadora sobre a composição, apenas sete pastas tem os titulares já confirmados pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O organograma da composição ministerial está pronto e já há gabinete para todos”, adiantou o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. “A maioria dos nomes está definida”, declarou. “Apesar do aumento de pastas, o desafio que o presidente me deu foi manter os custos como estão”, acrescentou.

“O que houve foi um remanejamento. Não criamos cargos, a não ser os cargos dos ministros”, disse Rui Costa.

Articulação política

Rui Costa afirmou que o plano do futuro governo ainda é a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição que está na Câmara. “O objetivo é que todo mundo colabore, como o Senado colaborou. A Câmara fará o mesmo”, avaliou.

“Nosso objetivo é esse: chegar a um entendimento, aprovar a PEC e inaugurar um novo momento de diálogo público transparente com o Congresso Nacional”, ressaltou.

Na última semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes aprovou a retirada do Bolsa Família do teto de gastos.

O futuro ministro-chefe da Casa Civil também sinalizou que Lula vaise reunir com governadores em janeiro para reaproximar a esfera federal dos estados.

GSI 

Rui Costa também sinalizou que a estrutura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República será de transição num primeiro momento para que haja modificação do órgão de inteligência. “Teremos uma estrutura provisória para dar segurança ao presidente até a restruturação definitiva”, revelou.

“Já tem um nome definido para o GSI”, disse. Rui Costa não citou se haverá desmilitarização do órgão.

Fonte: Deborah Hana Cardoso/Metrópoles

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