A analista de sistemas Tainah Luz Brasil Rocha, de 26 anos, que morreu nesta segunda-feira (16/05) no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), após ter sido esfaqueada durante uma briga em uma residência no bairro Mocambinho, na madrugada do último domingo (15/05), foi velada e enterrada na manhã desta terça-feira (17/05), no cemitério São Judas Tadeu, na Zona Leste da capital.
Em entrevista à TV Meio Norte, o jornalista Marcelo Rocha, pai de Tainah Luz, disse que a filha morava em Curitiba (PR) há quase 5 anos, estava em Teresina há 20 dias e visitava amigos. Abalado, o pai explicou que Tainah e Fernanda Maria eram colegas e já tiveram um relacionamento quando eram novas.
Tainah teria se envolvido em uma briga com Fernanda, que namora com Giovana Thais Vieira da Silva (a suspeita do crime), onde ambas se esfaquearam e se agrediram. Porém, Geovana Thais interviu na briga e desferiu golpes de faca em Tainah Brasil.
“A Tainah e a Fernanda eram colegas, namoraram quando eram novas e Tainah estava morando em Curitiba, uns 4 a 5 anos. E agora quando ela veio para cá estava com 20 dias. Ela visitava os colegas. Isso foi num sábado às 22h da noite. Quando foi na segunda às 10h30 da manhã, o Vinícios (irmão) recebeu um telefonema do Hospital de Urgência de Teresina para ir lá que a irmã estava lá. Ele recebeu a informação de que ela tinha falecido”, disse Marcelo Rocha.

Em entrevista à TV Meio Norte, o chefe de investigação do 9º Distrito Policial, Edson Campos, disse que Geovana foi solta em audiência de custódia ainda no domingo pelo juiz ter possivelmente entendido ter havido legítima defesa. O jornalista acredita que a justiça do Piauí irá investigar e tomar uma decisão a respeito do caso.
“Ela sofreu facadas; primeiro eram sete; ontem no IML o perito disse que tinha contado 13. As declarações dela disse que foi por causa de uma discussão, de defesa, para se defender. Uma defesa com 13 perfurações de faca é uma defesa muito boa para quem ficou vivo, para quem ficou morto não. Acho que a justiça e a polícia do Piauí sabem fazer um trabalho de investigação e vai ser feito esse trabalho de investigação e a justiça vai tomar uma decisão”, desabafou o pai.
O Núcleo de Feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. “Nós já tomamos as providências iniciais com requisições dos exames necessários e a partir de entrevistas de familiares e outras pessoas que deram informações a respeito das pessoas envolvidas nesse crime, onde uma pessoa foi esfaqueada e veio a morrer no hospital. Certamente irei passar esse caso para o Núcleo de Feminicídio para apurar em toda sua extensão”, disse o coordenador do DHPP, Delegado Francisco Baretta, em entrevista à TV Meio Norte.
Fonte: Portal 180 Graus
