Suspeito de matar mulher em frente aos filhos em Teresina — Foto: Lívia Ferreira/g1 PI
De acordo com a Polícia Civil, os dois filhos de Kelly, uma criança de 4 anos e um bebê 11 meses, estavam em casa quando a mãe foi vítima de feminicídio.
O suspeito de matar a jovem Kelly Rayane dos Santos Nascimento, de 28 anos, foi preso preventivamente após se apresentar na tarde desta terça-feira (22) no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Teresina. Carlos Manoel Silva Guimarães, 23 anos, possuía um relacionamento amoroso com a vítima e chegou acompanhado do advogado.
Kelly Rayane foi assassinada com um tiro na cabeça na madrugada de domingo (20), no bairro Nova Brasília, Zona Norte da cidade. Ela chegou a ser socorrida e levada para o hospital do bairro Buenos Aires, mas, quando chegou ao local, não resistiu e morreu.
De acordo com a delegada Nayana Paz, do Núcleo de Feminicídio do DHPP, os dois filhos de Kelly, uma criança de 4 anos e um bebê 11 meses, estavam em casa quando a mãe foi vítima de feminicídio. Existe a suspeita que o bebê de 11 meses seja filho de Kelly com Carlos Manoel, porém, a criança ainda não foi registrada.
Ao g1, a delegada contou que parentes da vítima relataram que ela sofria ameaças, mas que não chegou a denunciar o homem.

Kelly Rayane dos Santos Nascimento foi baleada dentro de casa em Teresina — Foto: Reprodução
“Ele respondeu apenas à qualificação do interrogatório, mas não revelou nada sobre a dinâmica do crime. Seguimos colhendo mais elementos para robustecer a acusação, mais oitivas”, afirmou a delegada.
Carlos Manoel possui passagens pela polícia por roubo. Após o interrogatório, ele foi transferido ao Instituto de Medicina Legal (IML) para realizar o exame de corpo de delito. O caso segue sob investigação.
Como denunciar violência contra a mulher

Denúncia pode ser realizada pelo celular — Foto: Foto: Lucas Marreiros/g1
No Piauí, denúncias podem ser feitas no aplicativo Salve Maria, disponível gratuitamente na loja de aplicativos Play Store e App Store. O telefone da Polícia Militar, o 190, e o número 180, da Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal, também podem ser usados para denunciar.
O Centro de Referência Francisca Trindade também recebe denúncias através do WhatsApp, pelo número (86) 99433 0809. Nesse contato também é possível tirar dúvidas de ordem jurídica e/ou psicossocial. A coordenadoria disponibiliza ainda o e-mail ouvidoria.mulher@cepm.pi.gov.br.
A Patrulha Maria da Penha manterá atende no número (86) 99414-8857, em casos de vítimas com medidas protetivas. Pedidos de medidas protetivas também podem ser feitos pelo telefone.
O Instituto Esperança Garcia também oferece apoio a vítimas no telefone (86) 99416 9451.
*Estagiária sob supervisão de Catarina Costa.
Fonte: Por Catarina Costa, Laura Moura e Lívia Ferreira*, g1 PI
