60 Finalizações e Só Quatro Gols: Palmeiras Sofre Com Efetividade em Início Atípico de Libertadores

Flaco López em Cerro Porteño x Palmeiras — Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Verdão não aproveita chances criadas e termina “ida” da fase de grupos com uma vitória e dois empates. “A gente precisa matar os jogos”, diz Marlon Freitas após empate com Cerro Porteño

Por Thiago Ferri — Assunção, Paraguai

30/04/2026 12h01  Atualizado há uma hora

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Cerro Porteño 1 x 1 Palmeiras | Melhores momentos | CONMEBOL Libertadores 2026

A baixa efetividade tem sido uma dor de cabeça para o Palmeiras no início desta Conmebol Libertadores. Em três jogos, o time criou 60 finalizações, mas fez apenas quatro gols. Como resultado, está embolado com rivais na chave, cenário atípico nos anos de domínio com Abel Ferreira.

No empate com o Cerro Porteño, na última quarta, no Paraguai, foram 15 chances. Além do gol de Arias, Allan teve uma oportunidade na pequena área e mandou no travessão, enquanto Murilo parou no goleiro depois de uma cabeça à queima-roupa, nos acréscimos.

Flaco López em Cerro Porteño x Palmeiras — Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O castigo veio no gol contra de Carlos Miguel, em chute de Iturbe que voltou nas costas do goleiro e sacramentou o 1 a 1 no estádio Nueva Olla, em Assunção. Foram apenas sete finalizações para os donos da casa no confronto.

– Por estar perdendo no intervalo, normal a equipe (Cerro) sair mais para o jogo. Eles deixaram alguns espaços, faltou a gente aproveitar, matar a partida. Mas é melhorar o último passe para a gente matar os jogos. Tem sido assim nos outros jogos, a gente precisa matar – avaliou Marlon Freitas.

– Creio que nos faltou liquidar mais cedo. O Cerro se manteve no jogo, fazem o gol, e depois ainda tem a defesa do goleiro no último lance da partida (com Murilo) – corroborou Arias.

Na estreia fora de casa, o empate em 1 a 1 com o Junior Barranquilla, o Palmeiras também teve mais chances que os donos da casa: 22 contra nove. E novamente não conseguiu vencer.

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Veja a entrevista coletiva de Abel Ferreira após Cerro Porteño 1 x 1 Palmeiras

O único triunfo nos três jogos foi em casa, o magro 2 a 1 contra o Sporting Cristal, em que o Verdão teve 23 finalizações.

Com média de apenas 1,3 gol por partida até aqui na Libertadores, o Palmeiras está distante das outras edições sob comando de Abel Ferreira. Nas cinco anteriores, o ataque mais modesto foi do Verdão de 2023, com média de 2,3 gols por jogo naquela fase de grupo.

Média de gols do Palmeiras com Abel nas fases de grupo da Libertadores:

2025: 17 gols em seis jogos (2,8 gols por jogo)

2024: 14 gols em seis jogos (2,33 gols por jogo)

2023: 16 gols em seis jogos (2,6 gols por jogo)

2022: 25 gols em seis jogos (4,1 gols por jogo)

2021: 20 gols em seis jogos (3,33 gols por jogo)

Diante do desempenho ofensivo mais tímido, o Palmeiras se vê na segunda colocação do Grupo F após três jogos, com cinco pontos. O Sporting Cristal lidera com seis, enquanto o Cerro é o terceiro, com quatro. O Junior Barranquilla completa a chave, com um ponto.

Acostumado a nadar de braçada na fase de grupos da Libertadores, o Verdão agora tem na “segunda metade” da chave dois dos três jogos em casa.

Para Abel, o time está pagando pelo desempenho destacado dos últimos cinco anos.

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Voz da Torcida do Palmeiras: “Como o Palmeiras consegue complicar o incomplicável?”

– É meu quinto ou sexto ano com Libertadores e são sempre jogos difíceis. O Palmeiras parece que normalizou sempre a melhor campanha, mas são jogos equilibrados – avaliou.

– Se olharmos para os números, o Palmeiras deveria ter ganho e não conseguiu. Há quem queira transformar o jogo em matemática, mas nunca será. Quando dois mais dois forem quatro no futebol, deixa de ter graça. O Cerro conseguiu empatar porque o futebol é imprevisível. A bola bate no goleiro e entra. Explicações? Seguir trabalhando – concluiu.

O Palmeiras volta a jogar na Libertadores terça-feira, quando visita o Sporting Cristal. Antes, faz o clássico com o Santos, sábado, em casa, pelo Campeonato Brasileiro.

Fonte: ge

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