Policiais se apresentam na Corregedoria para explicarem ação que matou inocente

Advogado Marcus Brito que acompanhou o policial

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Dois policiais envolvidos na ação que resultou na morte de um funcionário de um comércio na região da Santa Maria da Codipi, se apresentaram na manhã de hoje (30) na Corregedoria da Polícia Militar do Piauí. O cabo André dos Santos  e o soldado Gilderlan Pereira compareceram acompanhados dos advogados Marcos Vinicius Brito e Enedina Albano, respectivamente.

As defesas argumentam que ainda não existe nada concreto quanto a quem teria disparado o tiro que matou Cândido, mas confirmam a existência de tiros partindo da guarnição durante perseguição a um suspeito de roubo no local.

“Eles estavam buscando uma dupla suspeita de roubo. Eles avistaram, deram ordem de parada e fizeram a abordagem. O cabo deu voz de prisão para eles, e mandou que o soldado Gilderlan algemasse. Quando ele tenta algemar, um suspeito tentou puxar a arma e trava uma luta corporal, pega um revolver e dispara contra a guarnição. O cabo efetuou um disparo, e ele não sabe quantos disparos o Gilderlan fez”, contou Marcos Vinicius.

O advogado rebate a informação de que os policiais teriam evadido do local após perceber o crime. “O local foi preservado. Imediatamente ele comunicou ao comandante do Batalhão, comunicou ao CPU, ele ligou pra mim, ele tomou todos os procedimentos possíveis e necessários”, disse.

A defesa do soldado Gilderlan, advogada Enedina Albano, também alegou que não há um cenário completo do crime, mas confirmou que pelo menos dois disparos de arma de fogo partiram dos policiais

“O depoimento foi no sentido de estar presente no local do fato, de ter efetuado disparo de arma de fogo, assim como o companheiro. Esses disparos foram efetuados todos em direção ao chão na tentativa de barrar a fuga dos supostos criminosos que estavam ali. Agora, precisar se foi o tiro do Gilderlan, ou se foi do André, ou dos criminosos, ou de terceiros, que atingiua vítima, aí somente a Polícia vai dizer. As armas foram entregues e vão passar pela perícia”, disse a advogada.

Os policiais seguem na Corregedoria e serão encaminhados para a 9ª Vara Criminal, onde passam por uma audiência de custódia, que vai determinar se eles ficam presos ou respondem o caso em liberdade

Fonte: Marcos Cunha redacao@cidadeverde.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *