Análise: Santos sofre com transições e tem meio de campo dominado contra o Athletico

João Paulo reclama de gol sofrido pelo Santos — Foto: Gabriel Machado/AGIF

Marcos Guilherme quase como volante não funciona e expõe sistema defensivo do Peixe na derrota por 1 a 0 na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil

O Santos teve muitas dificuldades na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, na última quarta-feira, na Arena da Baixada. Contra o Athletico, o Peixe apresentou um meio de campo frágil defensivamente e com muitos problemas para proteger a sua área.

Foi justamente por causa disso que o Athletico construiu a vitória por 1 a 0 que dá ao Santos a necessidade de vencer o jogo de volta, na Vila Belmiro, no dia 14 de setembro, por dois gols de diferença para ir à semifinal. Triunfo simples leva a decisão para os pênaltis.

Sem o volante Camacho, o técnico Fernando Diniz optou por não colocar outro jogador com as mesmas características (ou parecidas) em campo. O meio do Santos foi formado por Jean Mota, Marcos Guilherme, Sánchez e Gabriel Pirani.

Em campo, Jean Mota assumiu as funções de Camacho (mais recuado), e Marcos Guilherme, as de Jean Mota (mais avançado). Pirani, pela esquerda, e Sánchez, pela direita, tinham mais liberdade e menos obrigações defensivas. Foi assim que o Santos jogou.

E não deu certo.

O Athletico teve muita facilidade para construir jogadas e trocar passes perto da área do Santos. Sem um marcador de ofício, o Peixe não teve forças para oferecer resistência ao ataque adversário e sofreu muito no primeiro tempo com as transições rápidas dos donos da casa.

– O Athletico faz um jogo de transição muito rápido, não acho que foi a ausência do Camacho que fez o time oscilar em determinados momentos. Um time não joga bem ou mal pela presença de um jogador. Se fosse assim, contra o Libertad jogamos muito mal, com Jean Mota, Camacho, então não é algo específico. Falhamos em um sistema como um todo – justificou Fernando Diniz.

Além de ter levado o gol, o Santos viu o Athletico rodear sua área em diversas outras oportunidades. Marcos Guilherme, que é atacante, não parecia à vontade como volante. Sobrou tempo para o Furacão pensar, tocar, pensar de novo e finalizar.

Ofensivamente, porém, o Santos mostrou qualidades individuais, mas poucas jogadas trabalhadas. As principais chances saíram dos pés de Carlos Sánchez e Jean Mota, principalmente em finalizações à distância.

Sánchez em ação contra o Athletico — Foto: Ivan Storti / Santos FC

A dupla, ao lado de Lucas Braga (como de costume), foi quem mais deu as caras no campo ofensivo para buscar triangulações, finalizar ao gol adversário e tentar jogadas de profundidade. Mesmo assim, pouco para o Santos conseguir assustar o Athletico.

Nesta quarta-feira, o Peixe até mostrou criatividade ofensiva, mas sofreu demais no meio de campo para ter superioridade diante do adversário com Marcos Guilherme recuado e fora de posição.

É importante, porém, destacar um pênalti a favor do Santos não marcado no segundo tempo – na Central do Apito, Savio Spindola acredita que o árbitro Marcelo de Lima Henrique tenha errado no lance em que a bola bateu na mão de Renato Kayzer.

Lance que poderia ter mudado o jogo…

Fonte: Por Bruno Giufrida — São Paulo/ge

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