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Durante as investigações, foi investigado a participação de servidores públicos e empresários da aérea de saúde que recebiam o repasse de recursos públicos do município de Caxias-MA
Com apoio da Controladoria-Geral da União no Estado do Maranhão (CGU/MA), a Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (19/10), nos municípios de Caxias-MA, São Luís-MA, São José de Ribamar-MA, Teresina-PI e Cajueiro da Praia-PI, a Operação Arconte que visa desarticular grupo criminoso investigado pelo cometimento de crimes contra a Administração Pública.
Fraudes eram realizadas pelos investigados em procedimentos de dispensa de licitação no município de Caxia-MA, com desvio de recursos públicos federais da área da saúde, contando verbas públicas que deveriam ser aplicadas no combate à pandemia da Covid-19.

Polícia Federal em operação para desarticular grupo criminoso que cometia crimes contra a Administração Pública (Foto: Reprodução/PF)
Durante as investigações, foi investigado a participação de servidores públicos e empresários da aérea de saúde que recebiam o repasse de recursos públicos do município de Caxias-MA.
Embora existissem no município de Caxias, 52 empresas com potencial para serem contratadas pelo município, a Controladoria-Geral da União identificou que as dispensas eram direcionadas para a contratação de empresas diretamente aos servidores públicos e particulares investigados. Um repasse de R$ 9,45 milhões foi constatado a duas empresas investigadas.

Polícia Federal em operação para desarticular grupo criminoso que cometia crimes contra a Administração Pública (Foto: Reprodução/PF)
Em decorrência de representação feita pela Polícia Federal, estão sendo cumpridos 44 mandados de busca e apreensão pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Cerca de 160 policiais federais e servidores da CGU estão em operação para o cumprimento das medidas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, dentre outros, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão.
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PF apreende quantia em dinheiro vivo de duas empresas (Foto: Reprodução/PF)
Fonte: Nicolas Campos/OitoMeia



