Deputado Ziza Carvalho Parabeniza Prefeito e o Secretário de Saúde de Lagoa do Barro do Piauí Por a Cidade Ser a 1ª no Estado com Índice de 80% na Imunização da População.

O deputado estadual Ziza Carvalho se manifestou parabenizando o prefeito Gilson Nunes e o secretário municipal de saúde Marquinho Rocha respectivamente da cidade de Lagoa do Barro do Piauí, por o município ter se tornado destaque e referência na imunização da população contra a Covid 19 tornando-se a primeira cidade do Estado do Piauí a alcançar o índice de 80% da população vacinada contra o novocoronavírus.

“Quero parabenizar o meu amigo e correligionário prefeito Gilson Nunes e o secretário de saúde Marquinho Rocha pelo índice de 80% de imunização completa da população com a vacina da covid-19 alcançada pelo município de Lagoa do Barro do Piauí. Índice bem superior à média de imunização do Estado. Gestão firme e compromissada em todos os setores da administração. Parabéns a toda a equipe” disse o deputado Ziza Cravalho.

Veja matéria que dá Destaque ao Município.

Imunidade Coletiva: Piauí tem 1ª cidade com 75% de população imunizada.

Nesta terça-feira (26), a cidade atingiu 79,56% de sua população imunizada com as duas doses da vacina contra o novo coronavírus, ou com a dose única.

Por João Henrique Bezerra

Desde que a pandemia da Covid-19 começou, gestores públicos e especialistas em saúde, tem como meta alcançar a imunidade coletiva por meio da vacinação. E tanto no discuso político e quanto na percepção social isso só acontece quando se alcança 75% da população completamente imunizada. No Piauí, esse “número mágico” ainda está bem distante, com menos de 50% até o momento. Porém, no pequeno município de Lagoa do Barro do Piauí, esse índice não só foi atingido como já beira os 80%. 

Localizado a 530 km ao Sul de Teresina, a cidade tem menos de 5 mil habitantes e nesta terça-feira (26) atingiu 79,56% de sua população imunizada com as duas doses da vacina contra o novo coronavírus, ou com a dose única. É o primeiro município piauiense a ultrapassar essa marca de mais de 75% dos habitantes com o esquema vacinal completo, dado que preconiza a famosa imunidade coletiva. Conforme dados da Secretaria de Saúde de Lagoa do Barro há exatamente um mês não é registrado um caso na cidade.

Imunidade Coletiva: Piauí tem 1ª cidade com 75% de população imunizada (Foto: Divulgação)

Imunidade Coletiva: Piauí tem 1ª cidade com 75% de população imunizada (Foto: Divulgação)

“No momento não temos nenhum caso da doença ativo ou até esmo suspeito. Foram pouco mais de mil casos confirmados desde o início da pandemia com oito pessoas mortas. E graça a vacinação estamos sem novos casos, internações ou mortes já há bastante tempo”, disse Marquinho Rocha, secretário municipal de saúde, afirmando que para a cidade só chegou a esses números graças a um plano de imunização que foi montado bem antes da chegada das vacinas.

De acordo com o gestor, logo que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), órgão que promove à distribuição das vacinas no Piauí, comunicou o início do envio das vacinas, ainda no começo do ano, foram criados grupos específicos na Secretaria Municipal de Saúde para dar andamento a campanha de vacinação. “Colocamos um enfermeiro cuidando exclusivamente da campanha e ele montou três equipes para fazer vacinação em casa, em idosos e acamados; fazer busca ativa e vacinar em um ponto fixo”, explicou.

E esse controle atual da doença esteve sempre ameaçado, por conta da construção de um dos maiores parques eólicos da América Latina, que ocorre na cidade desde 2018. Por lá, transitam cerca de 3 mil operários, de vários estados e até do estrangeiro. “Sempre tivemos barreiras sanitárias. Mas, no caso dos trabalhadores contamos com o apoio da empresa que fazia testes regularmente e colocava os operários recém-chegados de quarentena, até ter a confirmação que não estavam com Covid”, completou Marquinho.

Imunidade Coletiva: Piauí tem 1ª cidade com 75% de população imunizada (Foto: Divulgação)

Entretanto, mesmo sem registrar novos casos de coronavírus e a avançada campanha de vacinação, especialistas afirmam que a pandemia ainda não está devidamente controlada em Lagoa do Barro do Piauí ou em qualquer outro lugar. Isso porque, o limiar de imunidade coletiva é calculado em função de vários fatores. Fundamentalmente, depende do número reprodutivo, ou R (quantos casos secundários provoca, em média, uma pessoa infectada). Quanto mais alto for, mais pessoas precisamos imunizar antes de nos beneficiarmos da proteção de grupo.

Ou seja, esse fenômeno, imunidade coletiva, não acontece somete quando se chega a um determinado percentual de pessoas completamente vacinada, mas, de fato, ela surge quando muitas pessoas de muitos lugares já estão imunes contra uma infecção e, com isso, dificultam a ampla transmissão de um vírus. Em resumo, é tanta gente com as defesas levantadas contra um agente infeccioso que ele não consegue encontrar os poucos hospedeiros ainda suscetíveis — e, com isso, sua circulação cai consideravelmente.

“Chegar a esse percentual, quase 80%, é um mérito muito grande de Lagoa do Barro do Piauí. No entanto, não podemos dizer que a pandemia está controlada na cidade, porque em seu entorno, no Estado onde ela estar e até mesmo no país, o percentual de vacinados não acompanham. E o que se tem que ter em mente é que a vacinação tem que ser uniforme e não ser uma corrida de quem chega na frente, até porque as variantes ainda estão aí”, destacou Emídio Santas, integrante da sala de pesquisa da Fiocruz na UFPI. Ele acrescenta, porém, o trabalho em Lagoa de Barro deve servir de exemplo.

E quando for alcançado esse esperado limiar, seja ele qual for? Enquanto as vacinas nos mantiverem protegidos e não apareçam novas variantes que escapem à imunidade alcançada, atingir a imunidade coletiva deveria permitir algum relaxamento. “Isso significará que as restrições à mobilidade não serão necessárias para toda a população e os casos assintomáticos não terão de fazer quarentena, porque a probabilidade de desencadear um grande surto será limitada”, acrescenta o pesquisador.

Emídio Santas, integrante da sala de pesquisa da Fiocruz na UFPI (Foto: Redes Sociais)

Fonte: Meio Norte.Com

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