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Equipe da campanha de Lula levantou suspeitas sobre um favorecimento a Flávio Bolsonaro (PL) pela empresa dona do Instagram e Facebook
Pedro Areal
10/10/2026 13:05, atualizado 10/10/2026 17:32
A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (10/10) que decidiu acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) acusando a empresa Meta – dona do Instagram e do Facebook, de uma susposta interferência no processo eleitoral brasileiro, levantando a hipótese de um benefício direcionado à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
A campanha petista cita diversos episódios em que foi limitada pelas redes sociais da Meta e em que a empresa justificou os casos como “problemas técnicos”.
Entre os exemplos, são citados:
a retirada do perfil de Lula do mecanismo de buscas do Instagram, em dezembro do ano passado;
a retirada da conta de anúncio de Lula do ar durante o primeiro turno das eleições deste ano;
uma interrupção em 8 de outubro deste ano no número de visualizações e curtidas de vídeo do presidente Lula;
o impedimento de impulsionar publicações do Instagram, em 9 de outubro deste ano.
Em todos estes casos, segundo a campanha de Lula, a Meta alegou “problemas técnicos” como justificativa.
“A sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa levanta forte suspeita de que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em beneficio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A completa ausência de transparência nos sistemas da empresa faz com que essas explicações sejam escassas e opacas. A empresa precisa se explicar”, diz a nota da campanha do presidente.
Em nota, a Meta negou as alegações da campanha petista e as classificou como “falsas” e “sem respaldo nos fatos”.
“Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, argumenta a big tech.
Fonte: Metrópoles
